segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ENEM e PROUNI: parecem, mas não são coisas boas

   Muitos vestibulares estão deixando de existir e sendo substituídos pelos ENEM. Mas é de suma importância lembrar o quanto o ENEM perdeu sua credibilidade.
                Antes as provas eram com 00 questões em apenas um único dia. Aí o governo veio com a propaganda do ENEM melhorado, que abriria portas para as universidades. Agora são dois dias de provas totalizando 00 questões.
                O ENEM é difícil? Eu não acho. Mas considero uma prova de resistência. Passar 4 horas sentado em dois dias seguidos, geralmente em salas quentes e desconfortáveis é uma vitória e tanto.
                No entanto, ainda não é por causa disso que o ENEM perdeu sua credibilidade. Todo ano surgem notícias a respeito de provas roubadas, gabaritos vendidos, provas impressas erroneamente, confusão por causa do horário de verão não existente em alguns estados do país. Esses fatores prejudicam muito os alunos que fazem a prova e dependem dela para terem um lugar na universidade.
                Através do ENEM um aluno de escola pública pode entrar em uma faculdade particular se conseguir uma bolsa do PROUNI. Eu sou inteiramente contra a esse sistema. O PROUNI nada mais é que dinheiro público investido em ensino privado. Não que eu seja contra a alunos que não possam entrar em universidades públicas ficarem sem um ensino superior por causa disso. Mas dinheiro público deve ser investido em educação pública. Esse dinheiro que vai para as faculdades privadas deve ir para a educação básica até o nível médio, para que um aluno de escola pública possa ter as mesmas chances de um aluno de escola particular ao entrar em uma universidade pública. Citando Amanda Gurgel: “É um absurdo entrar numa sala de 6ª série e encontrar alunos analfabetos”.
                Eu ando muito pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e o que mais vejo é a diferença de classes sociais lá dentro, principalmente quando comparamos os alunos de cursos ditos elitizados (como Direito, Medicina e Engenharias) com alunos de outros cursos. É isso que eu não quero mais ver em uma universidade pública, essa diferenciação de classes através dos cursos.
                Então Governo Federal, vai investir 10% do PIB para a Educação Pública Já? Não precisaríamos mais do ENEM e PROUNI para um aluno de escola pública ter a chance de ter um ensino superior.

domingo, 21 de agosto de 2011

É fácil falar? Não é o que parece.

Me sinto extremamente ofendida quando vou em um evento onde políticos locais estão presentes.
Não pensem que eu não gosto de política, eu amo política. A minha indignação se deve ao fato de como as pessoas se utilizam dela.
É, eu sei, não há honestidade nesse meio, e se há... já foi sufocada. Mas também não é sobre isso que venho relatar.
De certa forma, admiro esses políticos que usam a oratória como arma seja antes, durante ou depois da campanha. Minha revolta é justamente com os políticos que se elegeram sem nem ter ao menos esse poder.
É o que ocorre na cidade onde vivo, por isso não gosto de ir em eventos nos quais esses políticos (que estão mais para pessoas que estão atualmente na política, mas não vão tão longe) inventam de fazer pequenos discursos. É terrível, é catastrófico!
Sabe aquele ditado que diz que se você não souber o que falar é melhor ficar calado? Infelizmente, essas pessoas não seguem esse precioso conselho. O pior é que fazem papel de idiotas na frente de muitas outras pessoas que acabam, de certa forma, se tornando mais idiotas por estarem ouvindo aquelas palavras absurdas ditas sem nexo e sem coerência quanto ao assunto ali discutido. Sem ofensas aos que passaram pela situação, mas é exatamente isso que acontece.
Há vereadores aqui que fazem isso. E posso afirmar que se elegeram por compra de voto ou por questões de favores, pois não foi por expressar seus interesses quanto à melhoria da qualidade de vida da população (nesse ponto abordo todos os assuntos: saúde, educação, infraestrutura etc). E por que não expuseram seus interesses? Bom... primeiro porque tais interesses não são os que fazem o bem para o povo e segundo, porque não sabem expor.
Até o momento apenas falei dessa situação ridícula, agora vou citar uma.
Participei de uma reunião do Ponto de Cultura da Rádio Araçá FM com alguns professores da UFPB. O evento foi realizado na Câmara de Vereadores, onde os mesmos estavam presentes. Aí que veio o problema. Cada vereador resolveu dizer umas poucas palavras sobre o tema alí descutido, e uma dessas pessoas passou pela situação que mencionei acima. A pessoa (na qual prefiro não citar aqui, mas quem já conversou comigo sobre o assunto sabe quem é) disse abusrdos que não tinham nada a ver com a situação e apenas ficou nos enrolando, querendo falar bonito, coisa que não aconteceu. Sim, isso foi degradante! Eu fiquei extremamente constrangida com aquela situação e, ao mesmo tempo, me senti ofendida por está sendo representada por tal pessoa dentro da minha cidade.
Não estou aqui para julgar ninguém, nem para dizer o que a pessoa pode ser capaz de fazer ou não. Apenas acho que cada um deve ter uma noção de como está sua caixa de conhecimento e, sendo assim, evitar situações que possam se tornar sinônimo de constrangimento.
Ao menos aprendi uma lição nessa história: se não sabe o que falar fique calado.
Ainda no assunto da política, espero sinceramente que essa pessoa não se reeleja. Não quero ser representada por ela. Quero alguém que saiba realmente o que está fazendo ali.
Quanto à pessoa... nada contra, ou muito contra. Pode ser que política não seja sua vocação... como também pode ser que política não esteja em seus pensamentos, deixando de lado tudo que se passa na cidade e olhando para o próprio umbigo. Esse sim é meu medo.
Eu queria falar abertamente aqui sobre essas pessoas, quem elas são e o que falam. Não falo por ter medo. Não tenho medo disso. Mas sei que um processo não é barato e não tenho dinheiro para um advogado. Afinal, tais pessoas se sentirão ofendidas por eu estar expressando minha opinião, que é pura verdade.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Analfabetismo Musical

Agora ninguém mais pode expressar sua opinião a respeito de determinados artistas, pois os fãs dos mesmos se revoltam com críticas ruins.
Bruno Mazzeo foi ameaçado por crianças e adolescentes no twitter por fazer piada com o sertanejo Luan Santana.
Outro dia, eu falei no twitter que artistas como Tom Jobim, Elis Regina e Janis Joplin foram embora e nos deixaram saudades e, ao mesmo tempo, critiquei as bandas de forró de plástico que permanecem na boca do povo. Isso foi motivo para um dia inteiro de discussão no twitter.
Posso afirmar que existe o analfabetismo musical!
As pessoas que só gostam das bandas com músicas que se referem à bebida, raparigar e geralmente com letras machistas, não conhecem a boa música brasileira, pois as letras de Chico Buarque, por exemplo, de fato são melhores que as letras de Aviões do Forró. Certamente irão afirmar que é melhor dançar com as músicas de Aviões. Mas e as músicas de Santanna, Flávio José e Luiz Gonzaga?
A mídia também faz as pessoas gostarem ou não dos artistas. Uns só gostam de alguns cantores porque eles "estão na moda". No meu caso, enjoei de Luan Santana e Paula Fernandes só por ouvir tocar por aí, pois nunca comprei um CD ou baixei qualquer música deles. Paula Fernandes canta bem, tem música bonitas, mas não é a única cantora do Brasil.
Temos um país rico culturalmente, mas poucos aproveitam isso. O analfabetismo musical precisa ser combatido. Ouvir alguém dizer que Garota Safada é bom não dá, se diz isso é porque não conhece o que é bom de verdade.
Aproveito a oportunidade para me juntar à campanha Não seja o DJ do ônibus!, as pessoas não são obrigadas a ouvir as músicas que você quer, para isso existe o fone de ouvido!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nem todos merecem estar no Movimento Estudantil

Faço parte do movimento estudantil dentro da ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes - Livre) e por mais bonito que seja lutar pelos seus direitos, não dá para negar a hipocrisia de algumas pessoas que estão no movimento.
Infelizmente nem todos têm pensamentos e atitudes revolucionários, estando no M.E. apenas por status; o que atrapalha quem realmente quer fazer algo de importante para esse país.
Há também aqueles que não se importam com o M.E., que ainda julgam e criticam as pessoas que lutam por direitos para todos.
Aí eu pergunto aos que critico aqui: O que seria do país sem o Movimento Estudantil?
Pare para pensar você também. Ainda dá tempo de entrar na luta.
O Movimento Estudantil merece respeito!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entrevista com Deus

Em uma de minhas viagens participei de um culto evangélico, não por vontade própria, mas por educação.
Nesse culto a pastora disse que o mundo está perdido e não há mais solução, que só restava falar de Deus. Discordo! Só falar de Deus não resolverá os problemas. E se cada um fizesse sua parte para tentar resolver os problemas do mundo? Atos não seriam melhores que palavras? Afinal, apenas falar é muito fácil.
Ela também disse que eu precisava dizer pra Jesus entrar no meu coração e eu seria salva. Meus atos não são suficientes para determinar minha salvação? O meu caráter não é válido? Dizer é fácil, da boca pra fora então é mais fácil ainda.
Mas a pior parte do culto foi quando a pastora falou da questão dos homossexuais, que ela como pastora não poderia tocar no assunto, que seria levado como crime ou algo do tipo, deixando bem claro que não aceitava os homossexuais por ser contra à natureza de Deus. E aí veio a contradição. Logo depois ela falou que Deus é amor. Mas se Deus é amor, Ele deve amar todas suas criaturas. Se Deus é amor, Ele deve amar todas as formas de amor.
Não sou ligada a nenhuma religião. O que não significa que não tenho fé em Deus. Apenas não admito que usem o nome Dele para propagar absurdos.
E finalmente a pastora me perguntou: “Você sabe para quê Deus te deu inteligência?” A minha resposta? “Para questioná-Lo”.
Isso mesmo, Deus, te proponho uma entrevista, tenho muitas perguntas a fazer. Injustiças que, infelizmente, vejo calada. Atos que não estão de acordo com minha moral. E por fim, saber do futuro da humanidade sombria que habita esse mundo agora.

Lavagem Cerebral para os Preconceituosos

Fico indignada quando vejo casos de homofobia nesse país.
Enquanto muitos criticam a Rede Globo por colocarem no ar uma novela com homoafetivos, eu vejo que a mídia é a única alternativa que pode realmente combater esse preconceito atualmente.
Minha indignação é maior por saber que há pessoas de mentes pequenas e medíocres que pensam que ser gay é ter uma doença grave e contagiosa, que gay na tevê pode influenciar uma pessoa a gostar de outra do mesmo sexo, que gay não é ser humano.
Mas eu não posso fazer nada, não posso pegar esse tipo de pessoas e colocar na cabeça delas o que é respeitar o próximo, não posso fazer lavagem cerebral.
Como disse Einstein “é mais fácil quebrar um átomo que um preconceito” e sendo assim, apenas fico aguardando o dia em que essas pessoas serão humanas de verdade.